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A indústria criativa

As indústrias criativas estão atreladas ao conceito de “criatividade”, que é inerente à condição humana.

Grande parte da economia mundial já percebeu o enorme potencial dessa indústria – principalmente com os recentes mapeamentos do crescimento econômico criativo – bem como a relevância do fator “criatividade” como diferencial competitivo, tanto que cada vez mais empresas fomentam e investem em capacitação e desenvolvimento da inteligência criativa.

A criatividade pode ser considerada como “o processo pelo qual as ideias são geradas, conectadas e transformadas em coisas valorizadas” [1], e pode ser concebida, ainda, de maneiras distintas, pois pode se dar a partir de algo inexistente ou também a partir da modificação de coisas já existentes, ou seja, do reaproveitamento de materiais já inventados que, caso combinados de outras maneiras, formem um novo objeto, como ocorre rotineiramente em composições musicais, em que se combinam harmonias e melodias para criação de uma obra musical nova. [2]

Essa criatividade, aliada a conhecimento técnico, é capaz de gerar bens com significados, potencialmente geradores de crescimento socioeconômico.

Seu conceito homogêneo ainda não foi definido, mas as suas características podem ser definidas através de três grandes grupos, em diferentes áreas de atividades humanas, sendo elas a criatividade científica, a artística e a econômica. Essas áreas criativas podem ser exercidas individualmente ou em conjunto, mas o seu ciclo, fomentado pela interação cultural, social, institucional e humana é capaz de gerar um capital criativo.

A antiga noção de que a criatividade é um bem etéreo, inalcançável e privilégio de poucos não mais se sustenta, pois, a inovação criativa, o avanço das novas tecnologias e a disseminação de informações permitem o desenvolvimento de novas formas de escoamento da produção e a implantação de novos modelos de negócio.

Os produtos criativos muitas vezes são valorizados pelo seu impacto na sociedade, de forma a contribuir para o desenvolvimento socioeconômico, estético ou ainda de identidade cultural.

A UNCTAD definiu o âmbito de atuação das indústrias criativas, classificando os seus produtos em quatro categorias amplas, sendo elas: patrimônio cultural, artes, mídia e criações funcionais, conforme mostra o quadro abaixo.

Âmbito de atuação das indústrias criativas

 

 

 

 

Fonte: UNCTAD [3]

Nota-se, portanto, que esse quadro traz bens e serviços de diversos setores distintos, desde cultura até inovação. Apesar de separadas em categorias, elas possuem algumas características em comum, como, por exemplo, o necessário emprego da criatividade e de conteúdo simbólico em sua criação, com a incidência da proteção dos direitos de propriedade intelectual, haja vista que toda criação original, merece proteção, cada qual com suas peculiaridades, seja pela lei de direitos autorais, seja pela de propriedade industrial ou ainda pela lei de softwares. Quer saber mais? Entre em contato com o escritório.

 

[1] SANTOS-DUISENBERG, Edna dos. Economia Criativa: Uma Opção de Desenvolvimento Viável? In: REIS, Ana C. Fonseca (Org.). Economia Criativa como Estratégia de Desenvolvimento: uma visão dos países em desenvolvimento. São Paulo: Itaú Cultural, 2008. p. 58.

[2]BARLACH, Lisete. A criatividade humana sob a ótica do empreendedorismo inovador. Tese de doutorado, Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, Cap. II p. 44-82; 2009. Pg; lxvi.

[3] SANTOS-DUISENBERG, Edna dos. Economia Criativa: Uma Opção de Desenvolvimento Viável? In: REIS, Ana C. Fonseca (Org.). Economia Criativa como Estratégia de Desenvolvimento: uma visão dos países em desenvolvimento. São Paulo: Itaú Cultural, 2008, p. 63.

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