O comportamento da indústria musical em meio à crise

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O comportamento da indústria musical em meio à crise

A indústria do entretenimento está sofrendo grandes impactos com a paralisação causada pela pandemia do coronavírus. A indústria musical, especialmente, suportou enormes baques antes mesmo de a doença chegar no Brasil.

Diversos foram os shows, eventos e festivais musicais adiados e cancelados mundo afora, prejudicando não apenas os artistas e compositores, mas toda a industrial musical que mobiliza milhões de pessoas, gera inúmeros empregos e movimenta e economia do país.

Porém, ao mesmo tempo em que a música ao vivo encontra uma das suas maiores crises, vemos surgir o poder das lives feitas nas redes sociais e a salvação pela execução de músicas pelos serviços de streaming.

Como alternativa à quarentena, não apenas no Brasil, mas em diversos outros países, artistas vem se mobilizando para fazer performances ao vivo – mas de suas residências. Dentre elas tiveram destaque a apresentação do Mumuzinho em seu condomínio nesse final de semana, que gerou milhares de visualizações, assim como Gustavo Lima que fez uma transmissão histórica de 5 horas de duração e, além do recebimento pela execução pública e engajamento nas redes sociais, arrecadou mais de R$ 100.000,00 em doações.

O mesmo se dá com o crescente acesso às obras musicais por meio das plataformas de streaming, já que o consumo à cultura como válvula de escape se tornou a salvaguarda de muitas pessoas.

O aumento do consumo de música pelas vias digitais então, surgiu como uma alternativa para manter a movimentação da indústria, principalmente no que diz respeito ao recebimento de valores relativos a patrocínios nas redes sociais e da arrecadação dos direitos de execução pública pelo sistema de gestão coletiva de música.

O que se observa, portanto, é que estamos em um momento de transição, e a internet se tornou a resposta para que a indústria musical consiga se reerguer e sair da crise. Ainda que essa movimentação por si só não seja suficiente, existem diversos tipos de novos modelos de negócio que podem ser criados, como por exemplo vender o link de acesso a um show ao vivo, como se cobra a entrada em um teatro ou casa de show.

No mais, essa situação pode caracterizar um impulso para corrigir o “value gap”, que representa a diferença entre a crescente evolução da indústria musical digital e a receita auferida pela comunidade de músicos, tanto aos que criam como os que investem em música.

Caso você tenha interesse em saber mais sobre o assunto, seja você um artista, compositor, agente, produtor, editora, gravadora ou qualquer instituição relacionada a indústria musical, contate o escritório, que tem uma equipe especializada na área para lidar com as questões iminentes do mercado, principalmente as novas dificuldades decorrentes da paralisação pelo coronavírus.

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